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Por: Anna Iung
Data: 14/10/2002
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Seja criança e entre na dança

"Se for menina, será bailarina!!!" Esse é o pensamento da maioria das mães que sonham em ter suas filhas consagradas como Ana Botafogo em miniatura. A Dança não se resume apenas ao aprendizado de técnicas e estilos (tais como ballet, jazz, etc.), pois abrange um contexto mais elevado do que simples classificações como essas. Isto porque dançamos por uma necessidade interior, muito mais próxima do campo subjetivo que do físico, e porque os movimentos constituem formas de expressar nossos sentimentos.
Muitas escolas têm adotado a dança como atividade esportiva, antes realizada pela Educação Física. Os professores perceberam que as crianças revelavam um lado mais descontraído de sua personalidade. A Dança na escola não é a arte do espetáculo, é educação através da arte; por isso mesmo se traduz em alguns preceitos que seguramente são essenciais para o seu desenvolvimento: a descoberta do movimento como expressão criativa e participativa nos importantes momentos da vida (construção da auto-estima, da consciência e harmonia corporais), vivendo o corpo de uma maneira mais satisfatória e gostando de se expressar através dele; a dança como um despertar para a responsabilidade dos seres em relação ao próprio corpo, à procura de um melhor modo de viver; o dançar brincando, com liberdade e prazer.
A educação corporal não é tão importante quanto a da mente? A Dança busca proporcionar à criança o desenvolvimento de uma visão mais crítica do mundo, que não se resume apenas ao campo do intelecto; ao contrário, envolve o ser humano de uma maneira integral.
Essa arte traz benefícios claros para todas as pessoas, de qualquer idade e gênero. Embora seja defendida a tese de que a dança deve ser praticada desde a infância, nunca é tarde para começar.